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Humana

Agenda cultural / Cineclube Humana dedicado à causa indígena

Em cartaz no Cineclube Humana de agosto, o filme ”A Última Floresta”, exibido e reverenciado na última edição do Festival de Berlim.

A exibição ocorrerá no dia 14 de agosto de 2021, sábado, às 15h. Com duração de 75 minutos, após a exibição realizaremos uma conversa com Duko Vãgfy (da reserva indígena Toldo Chimbangue, mestre em Educação pela Unochapecó) e com a Cláudia Battestin (professora da Unochapecó, doutora em Educação pela UFPel), ambos ativistas dos direitos indígenas. A mediação será da artista e professora Janaína Corá, mestre em Educação pela Unochapecó.

Por conta da pandemia, a exibição terá ingressos limitados a 15 pessoas, para garantirmos o distanciamento social. A entrada é franca e os ingressos gratuitos devem ser retirados a partir do dia 4 de agosto na Humana Sebo e Livraria. A sessão ocorrerá no Café Brasiliano, ao lado da livraria.


Sinopse:

A Última Floresta retrata o cotidiano de uma comunidade Yanomami isolada, que vive em um território ao norte do Brasil e ao sul da Venezuela há mais de mil anos. O xamã Davi Kopenawa Yanomami (co-autor do livro “A queda do céu”) busca proteger as tradições de sua comunidade e contá-las para o homem branco que, segundo ele, nunca os viu, nem os ouviu.

Enquanto Kopenawa tenta manter vivos os espíritos da floresta, ele e os demais indígenas lutam para que a lei seja cumprida e os invasores do garimpo sejam retirados do território legalmente demarcado. Atualmente, mais de 20 mil garimpeiros ilegais derrubam a floresta, envenenam os rios e espalham Covid-19 e outras doenças entre os indígenas.

Os garimpeiros voltaram a penetrar de modo massivo e agressivo nas florestas do Brasil desde que Jair Bolsonaro assumiu a presidência, em 2019. Essa movimentação alterou drasticamente o ambiente de vida dos Yanomami, que tem reinvidicado providência das autoridades nacionais e internacionais para se evitar mais um genocídio indígena. Os invasores envenenam a água com mercúrio e trazem consigo vírus mortais, tais como o da Covid-19, para comunidades indígenas até então isoladas e protegidas.