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Humana

Agenda cultural / Cineclube Humana exibe “Estou me guardando para quando o carnaval chegar”

Em cartaz no Cineclube Humana de setembro, o filme ”Estou me guardando para quando o carnaval chegar”, de Marcelo Gomes, com mediação de Leonardo Santos.

A exibição ocorrerá no dia 11 de setembro de 2021, sábado, às 15h30. Com duração de 85 minutos, após a exibição realizaremos uma conversa com Leonardo Santos, professor da Universidade Federal da Fronteira Sul, doutor em Sociologia, fotógrafo responsável pelo projeto experimental “Qorpo Polítiko” e membro do podcast de Cultura e Política “Colapso Cast”. A mediação será do historiador e também professor da UFFS, Ricardo Machado.

Por conta da pandemia, a exibição terá ingressos limitados a 17 pessoas, para garantirmos o distanciamento social. A entrada é franca e os ingressos devem ser retirados a partir do dia 30 de agosto na Humana Sebo e Livraria. A sessão ocorrerá no Café Brasiliano, ao lado da livraria.


Sinopse:

A pequena cidade de Toritama, no Agreste pernambucano, é considerada a capital nacional do jeans. A cada ano, mais de 20 milhões de jeans são produzidos em fábricas de fundo de quintal pelos moradores da cidade. Quando chega o Carnaval, eles vendem seus eletrodomésticos e outros pertences e fogem para as praias.

O diretor Marcelo Gomes, que nos anos 1980 visitava a cidade de Toritama com seu pai, conta que ficou surpreso ao descobrir que a pequena comunidade rural de sua infância hoje vive em função da indústria têxtil com rotinas de trabalho tão intensas. Em entrevista ao jornal O Globo, Gomes comenta:

“Fiquei com um nó na cabeça para desvendar, e estou passando esse nó para o público — conta Gomes. Filmes sobre sweatshops, mostrando como os trabalhadores braçais são vítimas do capitalismo, já há vários por aí. O que temos em Toritama é uma situação complexa, não queria vitimizar ninguém. O que me interessava era ouvir os desejos e os sonhos dessas pessoas que se apegam à ideia da autonomia, de ser o próprio patrão, sem perceber que estão sendo escravizadas por elas mesmas. É um filme que expõe a farsa do neoliberalismo. Fala de um Brasil que ninguém conhece. Toritama é uma China com um Carnaval no meio.”

Exibido na mostra competitiva do 24º festival de documentários É Tudo Verdade, o filme recebeu menção honrosa do júri oficial e da Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas, além de ser escolhido como melhor filme pelo júri da Associação Brasileira de Críticos de Cinema.