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Humana

Loja / Ética do amor livre

Para adquirir este livro, acesse a página da Humana na Estante Virtual, clicando aqui. No campo “Buscar neste vendedor”, digite “Ética do amor livre”.

Por que ler?

“Compreender que a monogamia é uma construção ideológica não é tão difícil quanto romper com esse conceito na prática. Desde crianças, somos programados para o amor romântico. Por isso, se você decide pautar suas relações por padrões que escapam à tradição do “felizes para sempre”, pode enfrentar dificuldades: primeiro, para encontrar parceiros que compartilhem dos seus pensamentos sobre amor e sexo; depois, mesmo quando encontra alguém, porque você talvez se torne alvo da incompreensão de colegas de trabalho, vizinhos, familiares e amigos — e alguns deles não hesitarão em julgar suas opções, dedicando-lhe vocativos como “puta”, “galinha”, “vadia” etc. Mas, afinal, perguntam as autoras deste livro, qual o problema em ser promíscuo? Pautando-se por uma grande preocupação com o cuidado, o diálogo, a sinceridade e, claro, o consentimento das relações humanas, Ética do amor livre foi lançado em 1997 e ajudou muita gente a buscar o tipo de relacionamento que mais se aproxima dos próprios desejos e necessidades afetivas. Esta edição brasileira, atualizada pelas autoras e com texto de orelha da psicóloga Regina Navarro Lins, pode ser exatamente o que você estava precisando para compreender que os seres humanos desenvolveram múltiplas maneiras de se relacionar, e que a monogamia é apenas uma delas — e que não é nem melhor nem pior que todas as demais, desde que você possa escolher livremente o que deseja viver com a(s) pessoa(s) que ama”.

Porque a Elefante é uma das editoras mais interessantes do Brasil que já publicou, por exemplo, “O calibã e a bruxa” e “O ponto zero da revolução”, de Silvia Federici; “Anseios” e “Ensinando o pensamento crítico”, de bell hooks; “Contra amazon”, de Jorge Carrión”; “Amazônia”, de Ricardo Abramovay, dentre outros.

Trecho:

Muita gente sonha em viver em abundância de amor, sexo e amizade. Alguns acreditam que é impossível ter uma vida assim, se contentam com menos do que gostariam e acabam de certa forma se sentindo solitários e insatisfeitos. Outras pessoas tentam alcançar seus sonhos, mas pressões sociais externas ou seus próprios sentimentos acabam por interromper essa busca, e decidem manter esses sonhos no mundo da fantasia. No entanto, algumas poucas pessoas persistem e descobrem que amar, ter intimidade e fazer sexo abertamente com muita gente não só é possível como também pode ser recompensador de um jeito que jamais podiam imaginar. O amor livre tem sido realizado com sucesso há séculos — com frequência, sem muito alarde. Neste livro, vamos compartilhar técnicas, habilidades e ideais que funcionaram por quem seguiu por esse caminho.

Quem, afinal, pratica amor livre com ética? Nós. Assim como muitas outras pessoas. Talvez você também possa ser uma delas. Se você sonha com liberdade, com uma intimidade tanto erótica quanto com profundidade, com abundância de amizade, flerte e afeto, ou com a possibilidade de seguir os seus desejos para ver até onde eles chegarão, então você já deu o primeiro passo.

Por que escolhemos certas palavras?

A partir do momento em que você viu ou ouviu falar deste livro, provavelmente imaginou que alguns dos termos usados não fossem ter o mesmo significado a que você está acostumado. Que tipo de pessoa ficaria animada em se autodenominar promíscua? E por que insistiria em ser reconhecida pela sua ética? Na maior parte do mundo, promíscua é uma palavra altamente ofensiva para descrever uma mulher cuja sexualidade é voraz, indiscriminada e infame. É interessante notar que os termos análogos, garanhão ou pegador, usados para descrever homens altamente sexuais, são em geral usados para indicar aprovação e inveja. Se questionamos a respeito da moral de um homem, provavelmente escutaremos sobre a sua honestidade, lealdade, integridade e princípios elevados. Se perguntamos sobre a moral de uma mulher, é mais provável recebermos informações sobre sua vida sexual. Para nós, isso é um problema.

Então, temos orgulho em reivindicar a palavra promíscua como um termo de aprovação, até mesmo de afeto. Para nós, promíscua é uma pessoa de qualquer gênero que celebra sua sexualidade de acordo com a proposta radical de que sexo é bom e que é benéfico sentir prazer. Pessoas promíscuas podem escolher não fazer sexo algum, ou ficar à vontade para encarar um batalhão inteiro. Podem ser heterossexuais, homossexuais, assexuais ou bissexuais, ativistas radicais ou gente pacata.

Ficha técnica: