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Humana

Loja / Vozes de Tchernóbil

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Por que ler?

Para nos lembrarmos que escolhas por fontes energéticas e disputas por poder podem ser calamitosamente desastrosas. Em 26 de abril de 1986, uma explosão seguida de incêndio na usina nuclear de Tchernóbil, na Ucrânia – então parte da finada União Soviética -, provocou uma catástrofe sem precedentes em toda a era nuclear: uma quantidade imensa de partículas radioativas foi lançada na atmosfera da URSS e em boa parte da Europa. Em poucos dias, a cidade de Prípiat, fundada em 1970, teve que ser evacuada. Pessoas, animais e plantas, expostos à radiação liberada pelo vazamento da usina, padeceram imediatamente ou nas semanas seguintes. A morte chegava em poucos dias. Com sorte, podia-se ser sepultado como um patriota em jazigos lacrados. É por meio das múltiplas vozes – de viúvas, trabalhadores afetados, cientistas ainda debilitados pela experiência, soldados, gente do povo – que Svetlana Aleksiévitch constrói esse livro arrebatador, a um só tempo, relato e testemunho de uma tragédia quase indizível. Cenas terríveis, acontecimentos dramáticos, episódios patéticos, tudo na história de Tchernóbil aparece com a força das melhores reportagens jornalísticas e a potência dos maiores romances literários. Eis uma obra-prima do nosso tempo.

Svetlana Aleksiévitch é uma escritora e jornalista bielorussa nascida em 1948, foi laureada com o prêmio Nobel de Literatura em 2015, “pela sua escrita polifónica, monumento ao sofrimento e à coragem na nossa época”. Atualmente, é uma das vozes dissidentes que luta contra a ditadura de Aleksandr Lukashenko, há 26 anos no poder. Recentemente, em entrevista ao jornal El País, declarou “A qualquer momento podem vir bater na minha porta e me prender”.

Trechos:

Ao início do livro, Svetlana Aleksiévitch apresenta um capítulo intitulado “Entrevista da autora consigo mesma sobre a história omitida e sobre por que  Tchernóbil desafia a nossa visão de mundo”, em que explica: “Sou testemunha de Tchernóbil. O principal acontecimento do século xx, além das terríveis guerras e revoluções que já marcam essa época. Passaram-se vinte anos desde a catástrofe, mas até hoje me persegue a pergunta: eu sou testemunha do que, do passado ou do futuro? E tão fácil deslizar para a banalidade”.

Trecho do “Monólogo sobre a paisagem lunar”, depoimento fornecido à autora por Evguêni Aleksándrovitch Bróvkin: “De repente eu comecei a ter dúvidas: o que é melhor, lembrar ou esquecer? Fiz essa pergunta aos meus conhecidos. Alguns já tinham esquecido e outros
não queriam lembrar, já que não podemos mudar nada e nem mesmo sair daqui. […] As pessoas em geral acreditavam em cada palavra impressa, embora ninguém publicasse ou falasse a verdade. Por um lado a escondiam; por outro, não a compreendiam de fato […]”

Ficha técnica: