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Agenda cultural / O Incêndio: três atos de Jorge Andrade

Título: O Incêndio: três atos de Jorge Andrade
Autores: Cassiano Mignoni; Jorge Andrade
Capa, projeto gráfico e editoração: Tina Merz
Revisão: André Pinheiro
Coordenação editorial: Fernando Boppré
Produção: Marília Amorim
Edição: Editora Humana
Páginas: 138
Dimensões: 17 x 24 x 2cm
Lançamento: 24 de janeiro de 2026
ISBN: 978-65-83598-02-8
Preço de capa: R$ 39,90 [clique aqui para adquirir]


Em outubro de 1950, o linchamento de quatro acusados do incêndio na igreja Santo Antônio, localizada em Chapecó, Santa Catarina, reverberou em jornais e revistas de circulação nacional. “Cenas de barbarismo em Chapecó” (O Estado de S. Paulo) e “O massacre de Xapecó” (Folha de S. Paulo) e “A chacina de Xapecó – 300 colonos endemoniados” (O Dia).

Em 1954, o dramaturgo paulista Jorge Andrade (1922-1984) retomou este bárbaro acontecimento e iniciou a escrita das primeiras versões do texto teatral O Incêndio. A trama coloca em cena o destino trágico de Omar, Luzia, Romualdo, Orlando e Jupira, encurralados pelo coronelismo local exercido por Deputado Galvão, Padre Líbero, Delegado Ulhôa e Coronel Azevedo.

O texto percorreu longos anos, incluindo a censura do regime militar brasileiro. Foram mais de dez versões, sendo publicado pela primeira vez em 1979 pela editora Global em uma versão com dois atos cênicos e um enredo menor em relação a esta edição que você tem em mãos. A partir da pesquisa do historiador Cassiano Mignoni, apresentamos pela primeira vez a peça em três atos que foi escrita em 1965 e nunca havia sido publicada até então.


Jorge Andrade

Nasceu em 1922, em Barretos, São Paulo. Ao terminar a formação na educação básica, ingressou no curso de Direito e se mudou para a capital São Paulo, onde se manteve por pouco tempo até abandonar o curso superior e regressar à fazenda de seus pais. Lá, trabalhou como fiscal de café por nove anos, fiscalizando o trabalho dos funcionários, o que acabou por aproximá-los e a envolvê-lo na defesa de direitos trabalhistas.


Desiludido da vida no campo, partiu em 1950, novamente, para São Paulo. Passou a frequentar o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) onde assistiu à peça O Anjo de Pedra (1948), de Tennessee Williams. Tocado pela encenação de Cacilda Becker, decidiu conversar com a atriz que o recomendou a entrar na recém-fundada Escola de Artes Dramática (EAD). No ano de 1951 ingressou na EAD e estreou profissionalmente como dramaturgo em 1954. 

Nos anos seguintes, escreveu mais de vinte obras teatrais, incorporando elementos da história nacional – recebeu prêmios e homenagens – e se consagrou como um dos principais nomes da dramaturgia brasileira. Atuou como professor de teatro, consultor de cultura, roteirista e jornalista. Suas obras ganharam vida também no cinema e na televisão, destacando-se Vereda da Salvação, versão cinematográfica dirigida por Anselmo Duarte (1965), e Os Ossos do Barão, que se tornou telenovela na rede Globo (1979) e no SBT (1997).

Fotografia: Fredi Kleemann


Cassiano Mignoni

Historiador formado pela Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), campus Chapecó, em 2021 com a pesquisa intitulada “A arte de fazer lembrar: anarquivando o Incêndio (1979) de Jorge Andrade“.


Lançamentos

Chapecó/SC – 24 de janeiro de 2026, sábado, às 16h, na Humana Sebo e Livraria, localizada na rua Marechal Bormann, 82D, Sala 13, Centro, com participação do organizar e pesquisador Cassiano Mignoni e conversa com o historiador e livreiro Fernando Boppré.


Este projeto foi contemplado no Edital de Fomento e Circulação das Linguagens Artísticas de Chapecó
nº 007/2024 — Edital das Linguagens: Edição 2024.